segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Cúpula do Clima - Aquecimento global não é histeria, é fato.



A Conferência do Clima promovida pelas Organizações das Nações Unidas em Nova York tem a finalidade de engajar os líderes mundiais no avanço da agenda climática. A Cúpula servirá como uma plataforma pública para que os líderes mundiais – Estados-membros da ONU, setor privado, sociedade civil e líderes dos setores público e privado – mostrem o que estão fazendo e possam compartilhar os passos que irão tomar nas áreas mais críticas para que a temperatura do mundo suba menos de 2 graus Celsius.

No evento de hoje o ator e ativista Leonardo Di Caprio se disse honrado por estar no evento representando um dos 400 mil cidadãos que marcharam nas ruas de Nova York e outros bilhões ao redor do mundo que querem contribuir  para a solução da crise climática. No seu discurso ele usou da sua experiência no cinema para ilustrar o discurso:

“Como ator eu represento para viver. Eu interpreto personagens fictícios que resolvem problemas fictícios. Eu acredito que a Humanidade tem olhado para as mudanças climáticas da mesma forma: como se fosse ficção, acontecendo no planeta dos outros, como se não fosse real ou, de alguma forma fosse passar.


Toda semana assistimos a evidências de que as mudanças climáticas estão aqui agoraSabemos que os alagamentos estão se intensificando, nossos oceanos estão se aquecendo e ficando mais ácidos devido ao metano que emerge do fundo do mar. Assistimos a eventos climáticos extremos, aumento de temperaturas e o derretimento das calotas polares em níveis sem precedentes, décadas à frente das projeções.

Nada disso é retórica, e nada disso é histeria. Isso é fato. A comunidade científica sabe, a indústria e o governo sabem, até as Forças Armadas sabem disso. Vocês podem fazer História... ou serem vilipendiados por ela. Para ser claro, não se trata apenas de falar para as pessoas mudarem as lâmpadas que usam ou testarem carros híbridos. O desastre tem crescido além das escolhas individuais. Agora isso tem a ver com nossas indústrias, e as decisões tomadas por governos ao redor do mundo, em ações de larga escala.

Eu não sou cientista, mas nem preciso ser. Porque a comunidade científica tem falado, nos deu prognósticos, e se não agirmos juntos, pereceremos. Agora é nossa vez de agir.

Precisamos colocar uma etiqueta de preço nas emissões de carbono, e eliminar os subsídios do governo para carvão, gás e empresas de petróleo. Precisamos pôr fim à isenção que as indústrias poluidoras têm em nome da economia de mercado. Até a economia morrerá se nosso ecossistema entrar em colapso.

A boa notícia é que a energia renovável não é apenas possível, mas uma boa política econômica. Novas pesquisas mostram que até 2050, a energia limpa poderá fornecer 100% das necessidades mundiais e ainda criar milhões de empregos. Resolver esta crise não é uma questão de política. É obrigação moral. Só temos um planeta.

A Humanidade deve tornar-se responsável em grande escala pela a destruição gratuita de nossa casa. Proteger o nosso futuro neste planeta depende da evolução consciente de nossa espécie. Esta é a mais urgente das vezes, e a mais urgente das mensagens.

Delegados, líderes mundiais, eu represento para viver. Mas vocês não. As pessoas se fizeram ouvir no domingo em todo o mundo e o impulso não vai parar. E agora é a vez de vocês, o tempo para responder ao maior desafio de nossa existência neste planeta ... é agora.


Peço-lhes que enfrentem isso com coragem. E honestidade. Obrigado”.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Veja a comparação entre EUA e China que chocou Bill Gates

Ao ler um livro do seu autor preferido, o homem mais rico do mundo ficou chocado com a comparação entre o uso de recursos pela China e pelos Estados Unidos

 João Pedro Caleiro, de Exame.com

Nos últimos 3 anos, entre 2011 e 2013, a China usou mais cimento (6,6 gigatoneladas) do que os Estados Unidos em todo o século XX (4,5 gigatoneladas).

O número vem do livro "Making the Modern World: Materials and Dematerialization" (em tradução livre, "Fazendo o Mundo Moderno: Materiais e Desmaterialização), do historiador tcheco-americano Vaclav Smil.

Ele é o autor preferido de Bill Gates, que dedicou um post inteiro no seu blog para o assunto. Desde que deixou o dia-a-dia da Microsoft, o homem mais rico do mundo tem se dedicado a iniciativas filantrópicas da sua fundação.

Ele acredita que "a questão dos materiais - quanto nós usamos e quanto precisamos - é chave para ajudar as pessoas mais pobres do mundo a melhorarem suas vidas". De acordo com o livro de Smil, vivemos hoje uma "desmaterialização relativa". Gates explica: "Na medida em que a inovação nos permite fazer um produto de forma mais eficiente, com menos materiais e energia, os preços caem e o consumo sobe. Menos metal por telefone, só que mais telefones, então mais metal no balanço final."

O caso chinês ilustra como ocorre a pressão: a urbanização intensa usa muitos recursos naturais (principalmente cimento), mas gera renda que gera consumo, o que por sua vez também aumenta a demanda por recursos. A dúvida é: como continuar esse ciclo sem detonar o meio-ambiente?

Para Smil e Gates, o ritmo de aumento do consumo e do padrão de vida não vai diminuir tão cedo. Portanto, a única solução para evitar uma escassez no futuro é melhorar a eficiência e encontrar substitutos, além de apoiar fontes sustentáveis de energia.

Veja o tuíte de Gates:

 E no link abaixo você vê um vídeo de Vaclav Smil explicando a questão:

Camada de ozônio estará recuperada até 2050, diz a ONU

A constatação foi publicada nesta quarta-feira, 10, depois da ONU realizar por quatro anos um estudo com 300 cientistas, inclusive brasileiros

Jamil Chade do Estadão.com



Pela primeira vez em décadas, a camada de ozônio caminha para ser plenamente recuperada, depois de uma importante deterioração. Ela pode estar completamente reconstituída até 2050, com um forte impacto sobre as condições climáticas no Hemisfério Sul.

O buraco sobre a Antártica deve começar a se reduzir a partir do ano de 2020. A constatação foi publicada nesta quarta-feira, 10, pela ONU, depois de realizar por quatro anos um estudo com 300 cientistas, inclusive brasileiros.Em 2010, o informe apontava que não havia qualquer tipo de sinal de melhoria. Agora, a entidade comemora a descoberta e alerta que a recuperação apenas foi garantida graças a uma cooperação internacional.

O mesmo modelo, segundo a ONU, deve ser usada como exemplo para os futuros acordos entre governos para lidar com o clima. A camada de ozônio protege a terra de raios ultra-violetas emitidos pelo sol e, diante da emissão de diversos gases, estava perdendo sua força com a formação de buracos que chegaram a ter a dimensão de verdadeiros continentes.

"Mas diante de certos indicadores positivos, a camada de ozônio deve se reconstituir até meados do século", comemorou o diretor-executivo do Programa da ONU para Meio Ambiente, Achim Steiner. Segundo ele, até 2050 a projeção aponta que a camada poderá voltar a seus níveis de 1980, data que serve de referência. O auge do problema foi identificado em 1993.

Agora, a constatação é de que, a cada ano, a concentração de gases nocivos tem caído em 1%. A previsão é de que, diante desse cenário, 2 milhões de casos de câncer de pele conseguiram ser evitados até 2030. Se todas as emissões de gases foram interrompidas, a camada estará recuperada no ano de 2039, um cenário que os cientistas admitem que não é mais realista. Nem todas as regiões reagirão da mesma forma. As taxas estarão recuperadas antes da metade do século em latitudes médias e no Ártico.

Alerta

Mas o informe também alerta para a rápida elevação de certos produtos que passaram a ser usados como substitutos para os gases proibidos. Segundo os cientistas, esses novos produtos também podem produzir gases de efeito estufa, como o HFC.

Os dados mostram que o ritmo de expansão é de 7% ao ano. "Essas substâncias vão contribuir de forma importante às mudanças climáticas e o aquecimento do planeta", alertou Geir Braathen. A ONU e os cientistas pedem que esse produto seja abandonado e substituído por elementos menos nocivos. Os cientistas também apontam que o futuro da camada de ozônio na segunda metade do século ainda dependerá da concentração de CO2 e metano, que continuam a aumentar.

"O que está em jogo é muito importante ainda", alertou Steiner.

"Mas o sucesso no caso da camada de ozônio deve servir como exemplo para a negociação de acordos sobre o clima. Temos as provas sólidas da importância da cooperação para garantir a proteção de nosso patrimônio comum", alertou.

Seu recado tem um destino claro: as negociações sobre um acordo climático, marcadas para o dia 23 de setembro em Nova Iorque.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Relate ou Explique: conheça o estudo de 2014


Publicar relatórios de sustentabilidade já é uma realidade para aproximadamente 45% das empresas abertas brasileiras, indica a terceira versão da pesquisa “Relate ou Explique para relatório de sustentabilidade” desenvolvido pela BM&FBovespa  para avaliar o envolvimento com a sustentabilidade das companhias listadas na bolsa brasileira.

O Relate ou Explique permite uma adesão progressiva das companhias à prática de reportar informações e resultados relacionados às dimensões social, ambiental e de governança corporativa, disponibilizando aos investidores e interessados um meio rápido de acesso a estas informações.

Neste ano, o levantamento trouxe uma radiografia dos motivos pelos quais algumas empresas listadas ainda não publicam esse tipo de informação.  Das 149 empresas desse grupo, 27 responderam não ver necessidade ou que o assunto não tem prioridade, 23 ainda estudam a possibilidade de publicar relatório, 17 não apresentaram nenhuma justificativa, 12 apontaram a natureza da operação ou o momento da empresa como motivo para não fazer o relatório e 9 indicaram um entendimento errôneo sobre o documento.

Por outro lado com louvor, três empresas brasileiras – Itaú, Fibria e Natura – tomaram a dianteira e começaram a publicar o relato integrado, ou seja, um único balanço que combina as informações financeiras e não financeiras conferindo maior credibilidade a sua prestação de contas.

Para conhecer o estudo “Relate ou Explique para relatório de sustentabilidade” clique no link abaixo:

Para reflexão: Falta de água é mais grave do que mudanças no clima


Os líderes mundiais precisam ter a escassez de água como uma prioridade maior que as mudanças climáticas, porque o problema é muito mais urgente que o aquecimento global. O alerta é do presidente do conselho de administração (chairman) de uma das maiores companhias de alimentos do mundo.
"Hoje, não se pode ter em nenhum lugar uma discussão política sem se falar nas mudanças climáticas", diz Peter Brabeck. "Neste sentido, ninguém menciona a situação da água. E a água é um problema muito mais urgente. Não estou dizendo que as mudanças climáticas não sejam importantes. Estou dizendo é que as mudanças climáticas à parte, estamos ficando sem água e isso precisa ser a maior prioridade."
Os comentários de Brabeck são feitos no momento em que as empresas estão tendo que se adaptar aos custos crescentes da água em todas as partes do mundo, e aumentam as rivalidades por causa de mananciais mal administrados de um recurso há muito dado como certo.
Uma pesquisa do "Financial Times" e dados da Global Water Intelligence, uma companhia que faz análises de mercado, mostram que nos últimos três anos as empresas investiram US$ 84 bilhões em melhoria, conservação, gerenciamento ou obtenção de água. A Nestlé separou 38 milhões de francos suíços (US$ 42,5 milhões) para novos equipamentos de economia e tratamento de água em suas fábricas.
Outras companhias, que vão da Ford ao Google, investiram em medidas para reduzir o uso de água doce, um problema que segundo já alertou o chefe do centro de dados do Google Joe Kava, é "o maior elefante na sala" para as companhias de dados, que usam milhares de galões de água por dia para resfriar seus centros de dados.
Coca-Cola e sua engarrafadoras vêm gastando quase US$ 2 bilhões em medidas para conservar água desde 2003, segundo o chefe global para administração de água, Greg Koch. Este valor inclui mais de US$ 1 bilhão em tratamento de água descartada.
Andrew Metcalf, um analista de investimentos, diz: "A escassez de água finalmente começa a ter um impacto financeiro". Ela já tem "implicações negativas para o crédito" para a indústria mineradora, disse ele em um relatório divulgado no ano passado para a Moody's, a agência de avaliação de risco de crédito.
Segundo Brabeck, é errado culpar o aquecimento global pela escassez. "Temos uma crise de água porque tomamos decisões erradas no gerenciamento da água".
As políticas para a água também são voláteis. Os grupos preservacionistas vêm criticando Brabeck e a Nestlé por causa dos negócios da companhia com água engarrafada e o que os ativistas veem como um esforço para privatizar o acesso à água potável, um direito básico da humanidade.
Outras companhias como montadores, geradoras de energia e mineradoras vêm enfrentando protestos, especialmente em áreas onde os maiores usuários de água do mundo - os agricultores - se deparam com suprimentos menores. 
Fonte: Valor Econômico S.A - 16 de Julho de 2014.  Artigo disponível na íntegra em http://www.valor.com.br/empresas/3615026/falta-de-agua-e-mais-grave-do-que-mudancas-no-clima#ixzz37eV072cq

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Reputação e Sustentabilidade: uma interlocução estratégica


Conheça o meu mais novo artigo e entenda como a sinergia existente entre sustentabilidade e reputação corporativa conduzem as empresas a um patamar mais elevado de desempenho organizacional e competitividade.

Clique aqui para ler o artigo
http://performancesustentavel.blogspot.com.br/p/artigo-plurale-ed41.html

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Índice de Sustentabilidade Empresarial 2014: Inscrições já estão abertas



O ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial)  é uma ferramenta de análise da performance das empresas listadas na BM&FBovespa sob o aspecto da sustentabilidade corporativa, tendo por base critérios como eficiência econômica, equilíbrio ambiental, justiça social e governança corporativa.

O questionário ISE é submetido a um processo de revisão realizado todos os anos, e que conta com a participação de toda a sociedade em fases de consulta pública e workshops presenciais. A aprovação final é realizada pelo Conselho Deliberativo do Índice.

Os formulários ISE 2014 estão disponíveis para download no endereço da GVces no link: http://www.isebvmf.com.br/index.php?r=site/conteudo&id=75